KOKURA

KOKURA é um poema inspirado em um fato histórico real da Segunda Guerra Mundial. No dia 9 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Kokura seria o alvo da segunda bomba atômica. Porém, pesadas nuvens encobriam o céu, impedindo a visualização do alvo. O avião seguiu então para outro destino: Nagasaki. O poema transforma esse acontecimento em metáfora existencial: as nuvens escuras que tanto nos incomodam podem, na verdade, estar nos protegendo de tragédias invisíveis.
Reclamo de nuvens negras que pairam sobre minha vida. Cúmulos de angústia. Tempestade de tensões. Meu Deus que tortura! Meu mal é cega loucura. Reclamo do véu nublado que ronda o meu destino. Manto de incertezas. Tormenta e desilusões. Meu Deus que amargura! É um mal que não tem cura. Reclamo em pleno agosto sem gosto de olhar meu céu. Na distante Nagasaki clarão revela a dor... Meu Deus esperança pura !!! Mau tempo salvou Kokura.
Declamação
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