OBJETO

OBJETO é um poema sobre o paradoxo de doar. Ao entregar um objeto pessoal, entregamos um pedaço de nós mesmos — é uma pequena morte, uma despedida silenciosa. Mas nesse gesto de desapego mora também o renascimento: quem doa se liberta do passado, abre espaço para o novo e renasce a cada passo. Doar é morrer e renascer ao mesmo tempo.
Doar objeto de uso pessoal é forma de morrer. São , ser imolado. É deixar parte de nós em cada peça, em cada parte, em cada abraço. Doar objeto de uso pessoal é forma de renascer. Não ter passado. É deixar ontem de nós em cada despedida, em cada adeus, a cada passo. É paradoxo.
Declamação
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