PAINEIRA

PAINEIRA é um poema que acompanha as estações da vida através de uma árvore. No outono, ela chora pétalas com medo do inverno que se aproxima. No inverno, despida e branca, cobre-se de algodão e aguarda. Na primavera, renasce verde e viçosa, celebrando a vida numa missa de ação de graças. No verão, cala — e nesse silêncio, transporta o poeta no tempo e se torna companhia silenciosa de sua solidão.
Nas manhãs de outono a paineira verde e rosa parece que "in eterno" chora pétalas com medo do inverno que se aproxima. Nas manhãs do inverno a paineira nua e branca com aspecto moderno cobre-se de algodão e o espectro terno aguarda a primavera. Nas manhãs de primavera a paineira nova e verde renasce e viça, veste-se de gala e recomeça a campal missa de ação de graças pela vida. Nas manhãs de verão a paineira cala exala paz transporta-me no tempo ocupa todo o espaço e acompanha minha solidão.
Declamação
Vídeo