RESSONANTE

RESSONANTE é um poema sobre renascimentos acumulados. De tanto renascer, o poeta já viu mortos cativos em tumbas e vivos mortos de dores. No presente, ressoa o som do passado no silêncio do futuro. No limiar entre ser e não ser, ele escuta risadas e choros misturados — as palhaçadas da vida, que transformam a existência num circo montado no cemitério.
De tanto renascer já vi muitos mortos, já vi muitos vivos. Os mortos cativos nas tumbas e os vivos mortos de dores. De tanto renascer retumba som do passado no silêncio do futuro. E eu aqui ressonante, no presente, sempre no limiar entre ser e não ser, fechei questão. Com a sorte lançada, ouço choro, ouço risadas de cativos do mistério das palhaçadas da vida: Um circo no cemitério !...
Declamação
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