COBAIAS

COBAIAS é um poema de reflexão e questionamento sobre um dos períodos mais controversos da história recente. Sem incitar o ódio ou a vingança, a obra convida o espectador a pensar sobre decisões políticas, científicas e sociais, ressaltando a importância da verdade, da responsabilidade e da justiça. Que cada verso inspire uma análise serena dos acontecimentos e reafirme o valor da liberdade de pensamento, da consciência e da busca permanente pela verdade. https://www.youtube.com/watch?v=AK5wlDGHRLI
O sistema disse ao povo um dia que era o preço, a pagar, do progresso, que jamais se enganaria a ciência, e, entre decretos, promessas e discursos, a esperança entregaram, naqueles dias, nas mãos da pseudociência. O sistema clamava nas mídias: "Fiquem em casa, usem máscaras, tomem vacinas." O sistema fez do povo cobaia e, em suas veias, derramou o medo; chamaram de remédio o que, em nosso peito, pareceu dar início a um sombrio enredo. Governos deram seu consentimento, políticos ergueram sua voz; religiosos, em silêncio ou em bênçãos, também passaram enganando a todos nós. Nossos corpos conheceram duras batalhas, feridas que ninguém poderia enxergar; nosso futuro, junto aos que mais amamos, vimos, sem saber, vacilar. O sistema clamou nas mídias: "Fiquem em casa, usem máscaras, tomem vacinas." Agora resta-nos esperar o tempo em que a verdade encontrará a própria luz; que a justiça humana cumprirá o seu dever, sem desviar-se daquilo que a conduz. E, se tardar o tribunal da Terra, se a resposta jamais vier, enfim, confio que a Justiça divina que não falha há de julgar todo o mal, até o fim. Não incito ao ódio, nem desejo vingança; quero somente o peso da razão: que cada ato encontre seu castigo e cada consciência, a adequada ação. Pois toda lágrima um dia é contabilizada, nenhuma dor se perderá em vão; e a verdade, ainda que caminhe lenta, sempre levará a uma justa punição.
Declamação
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