QUARTO REI

Em “QUARTO REI”, o poeta transforma a busca espiritual em poesia. Entre prédios, desertos urbanos e silhuetas de concreto, surge a figura do “quarto Rei”: um homem em peregrinação interior, procurando a Estrela, o Menino, o Natal e a Salvação. O poema une fé, reflexão e esperança em tempos difíceis, trazendo imagens profundas sobre Advento, vigilância, purificação e reencontro com Cristo. Uma obra sensível e contemplativa sobre o ser humano que, mesmo perdido na modernidade, ainda procura a Luz.
Procuro a Estrela... de Belém, além das silhuetas de concreto. No deserto da Metrópole sou Mago, e vago como o quarto Rei... Busco o Caminho. Sozinho espero os Sinais da Verdade e da Vida. Procuro o Menino... em manjedoura, duradoura felicidade em meio a tédios. Entre prédios... Evangelho é oásis... Mato a minha sede. Na parede de espelho... me encontrei. Sou o quarto Rei... Busco um destino; o sino por quem dobra... já não sei. Procuro o Natal... em Paz Profunda, na imunda e tão sombria realidade. Na verdade, quero nuvens que chovam o justo; a todo custo quero o amor nos corações. Espero ações que para sempre mudem vidas, comprometidas com a palavra de Jesus. Procuro a Salvação... em vigilância, minha ânsia é saber ler com o coração... Oração e penitência... Fortes Tempos, em que nos Templos o roxo é predominante; é instante de purificação. União com Cristo... de Pentecostes o Vento, que ficará no meio de nós... A Chama... É o Momento! É Tempo do Advento!
Declamação
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