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Poema

QUARTO REI

Ilustração — QUARTO REI

Em “QUARTO REI”, o poeta transforma a busca espiritual em poesia. Entre prédios, desertos urbanos e silhuetas de concreto, surge a figura do “quarto Rei”: um homem em peregrinação interior, procurando a Estrela, o Menino, o Natal e a Salvação. O poema une fé, reflexão e esperança em tempos difíceis, trazendo imagens profundas sobre Advento, vigilância, purificação e reencontro com Cristo. Uma obra sensível e contemplativa sobre o ser humano que, mesmo perdido na modernidade, ainda procura a Luz.

Procuro a Estrela... de Belém,
além das silhuetas de concreto.

No deserto da Metrópole sou Mago,
e vago como o quarto Rei...
Busco o Caminho.

Sozinho espero os Sinais da Verdade
e da Vida.

Procuro o Menino... em manjedoura,
duradoura felicidade em meio a tédios.

Entre prédios... Evangelho é oásis...
Mato a minha sede.

Na parede de espelho... me encontrei.
Sou o quarto Rei...
Busco um destino;
o sino por quem dobra... já não sei.

Procuro o Natal... em Paz Profunda,
na imunda e tão sombria realidade.

Na verdade, quero nuvens que chovam o justo;
a todo custo quero o amor nos corações.

Espero ações que para sempre mudem vidas,
comprometidas com a palavra de Jesus.

Procuro a Salvação...
em vigilância,
minha ânsia é saber ler com o coração...

Oração e penitência... Fortes Tempos,
em que nos Templos o roxo é predominante;
é instante de purificação.

União com Cristo... de Pentecostes o Vento,
que ficará no meio de nós... A Chama...

É o Momento!
É Tempo do Advento!

Declamação

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