Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

ADEUS MAR

Ilustração — ADEUS MAR

O poema “ADEUS MAR” traduz com delicadeza a experiência universal da despedida — esse instante em que o coração se divide entre o desejo de permanecer e a necessidade de partir. Entre o lar e o mar, o eu poético vive um conflito íntimo, onde a saudade já nasce antes mesmo da ausência. As imagens sensoriais — o cheiro do mar, a lágrima que se perde, o olhar voltado para a serra — constroem um cenário de transição, onde emoção e paisagem se confundem. Cada verso carrega essa dualidade: ir ficando, ficar partindo, como se a alma tentasse levar consigo um fragmento do infinito. Mais do que uma despedida, “ADEUS MAR” é um convite à memória e ao retorno — a certeza de que certos lugares não se deixam abandonar, pois permanecem vivos dentro de nós.

Lar e mar se confundem
na emoção da partida
o coração quer ficar,
saudade pede despedida.
É um querer ficar mas indo
é um ir querendo ficar
é vontade levar para casa
um pedacinho do mar.
No desencontro de vontades
uma lágrima se perde
nas ondas da indecisão
e areias realidades.
Rosto voltado para a serra
dando adeus aos oceanos
com cheiro de mar nas narinas
e o desejo de voltar em outros anos.
Lar e mar se confundem
na emoção da subida
a saudade quer ficar
coração pede despedida.

Declamação

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