ADEUS MAR

O poema “ADEUS MAR” traduz com delicadeza a experiência universal da despedida — esse instante em que o coração se divide entre o desejo de permanecer e a necessidade de partir. Entre o lar e o mar, o eu poético vive um conflito íntimo, onde a saudade já nasce antes mesmo da ausência. As imagens sensoriais — o cheiro do mar, a lágrima que se perde, o olhar voltado para a serra — constroem um cenário de transição, onde emoção e paisagem se confundem. Cada verso carrega essa dualidade: ir ficando, ficar partindo, como se a alma tentasse levar consigo um fragmento do infinito. Mais do que uma despedida, “ADEUS MAR” é um convite à memória e ao retorno — a certeza de que certos lugares não se deixam abandonar, pois permanecem vivos dentro de nós.
Lar e mar se confundem na emoção da partida o coração quer ficar, saudade pede despedida. É um querer ficar mas indo é um ir querendo ficar é vontade levar para casa um pedacinho do mar. No desencontro de vontades uma lágrima se perde nas ondas da indecisão e areias realidades. Rosto voltado para a serra dando adeus aos oceanos com cheiro de mar nas narinas e o desejo de voltar em outros anos. Lar e mar se confundem na emoção da subida a saudade quer ficar coração pede despedida.
Declamação
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