LÁ E AQUI

LÁ E AQUI nasceu da comparação entre dois olhares. Um se lança ao horizonte, à beira do mar, onde o infinito se abre diante dos olhos. O outro se volta para dentro, para o território íntimo onde amor, desejo, sexo e querer se encontram e se fundem para amar a amada. O poema transita entre esses dois espaços — o lá e o aqui — mostrando que a vastidão externa e a profundidade interior podem ser a mesma coisa quando o sentimento é pleno.
Lá, muito longe, longe mesmo, onde os passos não conseguem arrego, aconchego meu olhar no ponto comum onde o mar, a praia e a montanha beijam-se sem se encontrar. Aqui, muito perto, perto mesmo, quando o coração já não consegue sossego, aconchego meu sonhar... No ponto incomum onde o amor, o sexo e o simples querer se juntam para te adorar. Lá, muito longe, longe mesmo... Onde os passos não conseguem arrego. Aconchego meu olhar... Onde a praia e a montanha beijam-se sem se encontrar. Aqui, muito perto, perto mesmo! Quando o coração já não consegue sossego, aconchego meu sonhar... No ponto incomum onde o amor, o sexo e o simples querer se juntam para te adorar. Se juntam para te adorar. Aqui, muito perto.
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