MORTE

MORTE nasceu da percepção de que o fim não anuncia sua chegada. No poema, a morte surge sorrateira, saindo do matagal, silenciosa e inevitável, apenas para cumprir sua missão. Não há drama nem aviso — apenas a constatação de que ela faz parte do percurso. MORTE é uma reflexão sobre essa presença discreta e absoluta, que caminha ao nosso lado e, no momento exato, revela-se.
Alerta! O rito começou! A morte empunha o alfange, Segue o rito, range os dentes! Aperta o passo e parte certa, Objetiva na caçada. Para o extermínio! Inexoravelmente escrito! Sem alerta, sem dó... Sem alerta, sem dó! A morte segue o rito, Range os dentes, aperta o passo. É parte certa, objetiva... Na caçada final. Não tem alerta! (Coro: Não tem!) Não tem dó! (Coro: Não tem!) O destino é um só! De um matagal... No Paraíso. De um matagal... No Paraíso!
Declamação
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