Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Estrelas no Mar

Poema

MORTE

Ilustração — MORTE

MORTE nasceu da percepção de que o fim não anuncia sua chegada. No poema, a morte surge sorrateira, saindo do matagal, silenciosa e inevitável, apenas para cumprir sua missão. Não há drama nem aviso — apenas a constatação de que ela faz parte do percurso. MORTE é uma reflexão sobre essa presença discreta e absoluta, que caminha ao nosso lado e, no momento exato, revela-se.

Alerta! O rito começou!

A morte empunha o alfange,
Segue o rito, range os dentes!
Aperta o passo e parte certa,
Objetiva na caçada.

Para o extermínio!
Inexoravelmente escrito!
Sem alerta, sem dó...
Sem alerta, sem dó!

A morte segue o rito,
Range os dentes, aperta o passo.
É parte certa, objetiva...
Na caçada final.

Não tem alerta! (Coro: Não tem!)
Não tem dó! (Coro: Não tem!)
O destino é um só!

De um matagal...
No Paraíso.
De um matagal...
No Paraíso!

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.