VESTES

VESTES nasceu do gesto ancestral do lamento. É a expressão do desejo de rasgar as próprias vestes e cobrir a cabeça de cinzas diante dos sofrimentos da vida, submerso na escuridão e na dor. Mas o poema não permanece no abismo: nele, quando tudo parece perdido, Deus intervém e me reveste com sua misericórdia. VESTES é a travessia da aflição para o amparo, da nudez da alma ao cuidado divino.
Rasgo minhas vestes... Ante a perda da consciência do real. Busco atrás do vídeo a vida, mas só encontro desertos... e pestes. Rasgo minhas vestes... Rasgo minhas vestes. Rasgo minhas vestes... Perante a importância de um Deus exterior. Não encontro no escuro a luz perdida... E no túnel do fim, só o pavor. Rasgo minhas vestes diante o nada do não-ser em extinção! Cubro de cinzas a cabeça... Mergulho alma e olhos na escuridão... E então... Ele me reveste. Ele me reveste.
Declamação
Vídeo