Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Poemas Matemáticos e Sensuais

Poema

EIXOS

Ilustração — EIXOS

Neste poema, a Matemática transforma-se em constelação poética. “Eixos” percorre o universo cartesiano onde pontos, parábolas e retas dançam sobre o plano infinito de Descartes. Entre sinais, quadrantes e formas geométricas, a poesia revela a beleza escondida numa simples folha de papel, onde ciência e imaginação se encontram.

Os eixos cartesianos,
criam sempre quatro quadrantes,
onde sinais de “xis” e “ipsilon”,
combinam-se ao infinito,
nas múltiplas variantes.

Sinais do primeiro e terceiro,
teimam sempre em serem iguais.
Sinais do segundo e quarto,
aparecem desiguais.

E por eles bailam parábolas,
retas perpendiculares,
pares de paralelas,
segmentos coincidentes,
e milhares de concorrentes.

No plano salpicam pontos,
estrelas perdidas no céu.
É um mundo de René Descartes,
numa folha de papel.

Declamação

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