EIXOS

Neste poema, a Matemática transforma-se em constelação poética. “Eixos” percorre o universo cartesiano onde pontos, parábolas e retas dançam sobre o plano infinito de Descartes. Entre sinais, quadrantes e formas geométricas, a poesia revela a beleza escondida numa simples folha de papel, onde ciência e imaginação se encontram.
Os eixos cartesianos, criam sempre quatro quadrantes, onde sinais de “xis” e “ipsilon”, combinam-se ao infinito, nas múltiplas variantes. Sinais do primeiro e terceiro, teimam sempre em serem iguais. Sinais do segundo e quarto, aparecem desiguais. E por eles bailam parábolas, retas perpendiculares, pares de paralelas, segmentos coincidentes, e milhares de concorrentes. No plano salpicam pontos, estrelas perdidas no céu. É um mundo de René Descartes, numa folha de papel.
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