ATAÚDE DE NATAL

ATAÚDE DE NATAL nasceu no Dia de Reis, no instante silencioso em que a árvore é desmontada. Entre bolas, luzes e lembranças, surgiu um sentimento duplo: a tristeza de guardar o que brilhou e a alegria serena de saber que tudo renascerá no próximo ano. Este poema é esse intervalo — um Natal que não acaba, apenas repousa.
Primeiro o ponteiro dourado o último a ter sido colocado num ritual anual e fantástico. Como dias retirados de uma vida, galho por galho o verde plástico recobre a mesa pontilhado de esferas metálicas e coloridas. A seguir o tronco parte-se em pedaços desencaixados entre si e do pé, o primeiro a ter sido montado. Por fim um caixote ataúde de papelão, acolhe peça por peça os brilhos, fios, luzes que compuseram por dias os momentos mágicos de sonho, esperanças e alegrias, de um símbolo místico tradicional: Uma Árvore de Natal!!!
Declamação
Vídeo