Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Água Viva

Poema

ESPADA

Ilustração — ESPADA

ESPADA FLAMEJANTE é um poema de alvorecer. Um único raio de sol rasga o mar e a areia do Guarujá como uma lâmina de fogo, inaugurando o dia e anunciando o verão. A luz reflete nas ondas, corta a praia molhada e transforma o amanhecer em rito: a natureza se abre, o tempo muda, o calor nasce. É o instante em que o sol finca sua espada luminosa no litoral e declara, com silêncio e brilho, que o verão começou.

Uma espada flamejante
rasga as ondas,
dilacera o mar,
na manhã da Enseada

no Guarujá.
Uma espada flamejante
invade a areia,
atinge a praia,
no alvorecer do dia

no Guarujá.
Uma espada flamejante,
é cabeça-de-praia do dia,
é o reflexo do sol na água,
iniciando o verão

no Guarujá.

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