Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Água Viva

Poema

SINAL

Ilustração — SINAL

SINAL é um poema sobre a fé que pede e a graça que responde. Na dificuldade, sem norte, o poeta pede com ansiedade por um sinal. Vem o vento, vêm as nuvens pesadas do oeste. Mas quando os olhos se voltam para o leste, uma fresta se abre no alto do céu — e por ela, no meio do asfalto, na solidão da cidade, irrompe a festa de um céu azul.

Na dificuldade ,
sem norte ,
pedi com ansiedade
por luz ,
pedi um sinal
na solidão da cidade .

Veio o vento em rajadas .
Vieram pesadas
as nuvens do oeste .

Olhei para o céu
e louvei ao Senhor
no leste .

E como por encanto
abriu-se uma fresta no alto ,
e por ela , eu no asfalto,
olhos voltados para o sul,
presenciei a festa
sempre ali presente
de um céu azul .

Declamação

Vídeo

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