CALA

Entre o silêncio e a dissimulação, “CALA” revela os conflitos humanos diante daquilo que se ouve, vê e sente. Com versos curtos, repetitivos e intensos, o poema constrói um jogo psicológico e social onde a verdade é abafada pelo medo, pela conveniência ou pela indiferença. Nesta obra de Antônio Carlos Tórtoro, o silêncio ganha voz poética — e cada pausa ecoa como reflexão sobre o comportamento humano contemporâneo.
CALA Se ouve, cala... finge... não ouviu. Se não ouve, cala... finge... que ouviu. Se vê, cala... finge... que não viu. Se não vê, cala... finge... que viu. Se sente, cala... finge... não sentiu. Se não sente, cala... finge... que sentiu. Sempre cala... finge... Calafanje.
Declamação
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