A PRAÇA

“A PRAÇA” é um poema que retrata a beleza simples e profunda da vida cotidiana. Em uma noite de verão, crianças cantam, jovens apaixonados caminham lentamente, um velho observa o tempo passar… e a praça torna-se palco silencioso das emoções humanas. Entre a luz da lua, o encanto da infância, o amor dos jovens e a solidão da madrugada, o poema revela um espaço onde, por alguns instantes, as pessoas esquecem a dureza do mundo e reencontram a ternura, a paz e o amor. Uma viagem lírica pela memória, pela contemplação e pela alma das pequenas cidades.
A noite de verão tão quente Faz encher de gente O jardim da vila. A lua tão clara e singela Esquece que é bela E, em sair, vacila. Crianças que cantam com graça Na fonte da praça, Infantis canções. São pequenos e não sabem quanto Eles têm de encanto Em seus corações. Dois jovens longe desta vida Olham a colorida Fonte do jardim E, em passos lentos, cadenciados, Vão enamorados, Se amando enfim. O velho, todo paciência, À beira da existência... Fim que tarda a vir, Apoia o corpo na bengala. Calado, não fala, Consegue sorrir. A lua vai no céu subindo E no véu infindo Estrelas estão. Na praça, porém, com a hora, Todos vão-se embora; Reina a solidão. É a praça que dorme sem alma, Repousante e calma... Nem um só rumor. É a praça em que todo mundo Esquece o mundo imundo E sente mais amor.
Declamação
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