FUGINDO

Há momentos em que fugir não significa covardia, mas a necessidade de encontrar a si mesmo. Em "Fugindo", o poeta percorre ruas, silêncios e sombras em uma jornada de introspecção, enfrentando a solidão, a dor e os próprios conflitos. Entre a realidade dura e os sonhos que insistem em sobreviver, nasce a poesia como refúgio e revelação. Ao final, quando tudo parece perdido, uma única palavra permanece viva: AMOR. https://www.youtube.com/watch?v=wszp7bjNT-A
Fujo da gentalha... fujo Para poder pensar e ver Que esta vida que eu levo... infame É a causa deste meu sofrer. Um hausto no barzinho sujo Dá-me forças para me julgar E lôbrego vou pelas ruas tristes A minha sina à solidão contar. Caminhando então na noite eu parto Os grilhões que me atormentam... matam Maldigo aqueles que me chamam... falam Odeio aqueles que me cercam... amam. Arfante então, depois de tanto andar Na minha vila... só... a meditar Eu lânguido volto à minha moradia Para nos meus versos me revelar. Os borrifos de suor do rosto Sobre o sujo papel vão cair E o cansaço unido à desgraça No solo me fazem dormir. Ali eu durmo... vivo fantasias Que a realidade não me deu viver Nos meus sonhos eu a vejo linda Dos meus lábios sai a palavra... AMOR.
Declamação
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