Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Ecos

Poema

FUGINDO

Ilustração — FUGINDO

Há momentos em que fugir não significa covardia, mas a necessidade de encontrar a si mesmo. Em "Fugindo", o poeta percorre ruas, silêncios e sombras em uma jornada de introspecção, enfrentando a solidão, a dor e os próprios conflitos. Entre a realidade dura e os sonhos que insistem em sobreviver, nasce a poesia como refúgio e revelação. Ao final, quando tudo parece perdido, uma única palavra permanece viva: AMOR. https://www.youtube.com/watch?v=wszp7bjNT-A

Fujo da gentalha... fujo

Para poder pensar e ver

Que esta vida que eu levo... infame

É a causa deste meu sofrer.

Um hausto no barzinho sujo

Dá-me forças para me julgar

E lôbrego vou pelas ruas tristes

A minha sina à solidão contar.

Caminhando então na noite eu parto

Os grilhões que me atormentam... matam

Maldigo aqueles que me chamam... falam

Odeio aqueles que me cercam... amam.

Arfante então, depois de tanto andar

Na minha vila... só... a meditar

Eu lânguido volto à minha moradia

Para nos meus versos me revelar.

Os borrifos de suor do rosto

Sobre o sujo papel vão cair

E o cansaço unido à desgraça

No solo me fazem dormir.

Ali eu durmo... vivo fantasias

Que a realidade não me deu viver

Nos meus sonhos eu a vejo linda

Dos meus lábios sai a palavra... AMOR.

Declamação

Vídeo

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