O GALO

O canto do galo anuncia um novo dia, mas também desperta a consciência. Neste poema, a voz poética percorre o caminho entre as imperfeições humanas, as decepções, a esperança, o arrependimento e a misericórdia divina. Inspirado na simbologia do apóstolo Pedro e do cantar do galo, "O Galo" é um convite à reflexão sobre a fragilidade da alma, o perdão e a certeza de que, ao final da caminhada, Deus nos espera para o reencontro eterno. Se esta poesia tocar o seu coração, deixe seu comentário, compartilhe o vídeo e inscreva-se no canal para acompanhar novas obras de Antônio Carlos Tórtoro. https://www.youtube.com/shorts/-uWlVK479fc
Ouço o cantar do galo. Resvalo nos lençóis da cama, E na lama das falsas relações... A pedra bruta que sou, Vou entre ações e reações, De acordo com as canções, dançando E lapidando, aresta por aresta, O que me resta de imperfeições. Ouço o cantar do galo. E, no intervalo que sucede à vigília, Penso na ilha de esperança que sou, E vou rodeado de decepções e dores, Procurando as flores e luzes, Ou, de um arco-íris, as cores, Que aos meus amores possam servir de ponte, Para que a fonte de meus anseios Encontre meios de chegar ao Continente. Ouço o terceiro cantar do galo. Me calo e aguardo o julgamento. É o momento de sentir o açoite. Da noite, sorvo a escuridão... Meu coração procura o Sagrado. Amargurado, peço perdão pela discórdia Que minha imperfeição gerou... Meia-noite passou... Com ela, os anjos. Vem a misericórdia. Sou Pedro... sou pedra polida. Minha vida, enfim... terminou. Dobrou o sino... atordoante. Sob flamejante espada, Deixo de ser nada... que seja assim. E, alma mergulhada em Deus, Reencontro entes queridos meus No Jardim...
Declamação
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