OLHOS-DE-CAO

“Olhos de Cão” é um convite à contemplação de um dos vínculos mais puros que existem: a amizade entre o homem e seu cão. Neste poema, o olhar do animal deixa de ser apenas instinto e se transforma em universo — janelas galácticas que revelam alma, afeto e eternidade. Entre imagens cósmicas e sentimentos profundos, o poema nos conduz a refletir sobre lealdade, criação e amor incondicional — esse elo silencioso que, talvez, atravesse até o próprio paraíso. Uma homenagem sensível a quem, sem palavras, fala direto ao coração.
Nos olhos do meu cão Duas estrelas Nem Prócion nem Sírio Só janelas... galácticas Aberturas que revelam alma Que acalma e faz pensar... Nem a Sudeste de Orion Ou este de qualquer Constelação Meu cão não é menor E nem maior É amigo que fica ao meu lado Que late ao coração. A cauda balança conceitos E um respeito existe entre nós... Criatura ímpar de Deus De foz a fora a afetividade Permuta com os filhos meus. O único ser que cruzou a fenda Diz a lenda, após a expulsão, Que do paraíso separou a Eva Acompanhada de Adão, Meu cão é um elo que existe Comigo desde a Criação. E o Criador Supremo Que permitiu esta união Se num dia de "onicansaço" Acabasse com sua Produção Para não ficar sozinho Guardaria para si... onisciente Um CÃO.
Declamação
Vídeo