Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

ETERNO SEGREDO

Ilustração — ETERNO SEGREDO

O poema “ETERNO SEGREDO” nos conduz por uma reflexão profunda sobre o tempo e a eterna busca humana por aquilo que jamais se revela por completo. Entre passado, presente e futuro, o texto expõe a ilusão do poder, a fragilidade da consciência e a incapacidade do homem de compreender o essencial. Ao atravessar símbolos como a Pedra, o Éden e o Apocalipse, o poema sugere que o verdadeiro segredo não está no domínio, mas na transcendência — algo que escapa à força, à hipocrisia e até ao esquecimento. Mais do que denunciar, “ETERNO SEGREDO” convida à humildade: perceber que há mistérios que não pertencem ao homem, mas ao eterno.

No passado,
mataram para obter segredo
e não o conseguiram.
Assassinos,
à ânsia de poder
não resistiram.
No presente,
isolam para esconder segredo
que pensam que conseguiram.
Hipócritas,
a fraternidade
não descobriram.
No futuro,
olvidarão, sem perceber, segredo
que ser não conseguiram.
Mortais,
da Pedra
só terão sombra que viram.
No sempre,
conterão o segredo
do Édem ao Apocalipse.
Homens,
De Deus, Grande Arquiteto,
só para Templo serviram.

Declamação

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