COMPANHIA DE NATAL

O poema “COMPANHIA DE NATAL” nos conduz a uma reflexão íntima sobre presença, ausência e o verdadeiro sentido das celebrações. Em versos simples e repetitivos, o eu poético parece se afastar do mundo — não por rejeição, mas por compreensão. Ao questionar a importância das datas e das presenças humanas, o poema revela uma descoberta silenciosa: há uma companhia maior, constante e suficiente. O Natal, então, deixa de ser apenas um momento no calendário e se transforma em estado de espírito, independente de circunstâncias externas. Mais do que solidão, “COMPANHIA DE NATAL” fala de plenitude — de quem encontra, dentro de si ou no sagrado, uma presença que nunca falta.
Comemorem o Natal sem mim. Sempre assim. Sem um fim. Não faço falta. Comemorem o Natal sem mim. Sempre assim. Até o fim. Ele não faz falta. Comemorem o Natal sem mim. Sempre assim. Enfim é só uma data, e o tempo é o que não falta. Comemorem o Natal sem mim. E em sendo assim, assim seja, pois Sua companhia não me falta.
Declamação