EXTREMA MENTE

O poema “EXTREMA MENTE” nos conduz por uma experiência intensa que oscila entre o fascínio e o medo, o humano e o divino. A partir da metáfora do voo, o eu poético atravessa diferentes estados de consciência — da contemplação serena da noite estrelada à angústia da turbulência, revelando a fragilidade da vida diante do desconhecido. Entre o concreto e o transcendental, o avião torna-se mais do que máquina: transforma-se em símbolo da própria mente em seus extremos — capaz de alcançar o sublime e, ao mesmo tempo, confrontar o abismo. Ao sobrevoar o Rio e sentir a presença do Redentor, o poema toca o sagrado, sugerindo que, mesmo em meio ao medo, há uma força que acolhe e sustenta.
Extremamente, lindo e assustador é flutuar raras jóias dispostas em negro veludo da noite. Extremamente, calmo e tranquilizador é sentar-se em triplas poltronas dispostas confortavelmente, lado a lado, do 747. Extremamente, só e desesperador é sentir a turbulência com a respiração em busca da vida. Extremamente, Divino e Cósmico é voar sobre o Rio e no pouso, sentir a mão do Redentor. Extremamente, infinito e inefável é ser um pássaro noturno com corpo de aço e o olhar de Deus... a Extrema Mente.
Declamação
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