INSEGURANÇA

O poema “INSEGURANÇA” nos conduz por um território intenso e delicado da existência humana — aquele em que corpo e alma se encontram expostos, como no fio de uma navalha. Em imagens fortes e simbólicas, o texto revela a inquietação do ser diante do desconhecido, evocando referências que transitam entre o mítico, o espiritual e o histórico. Entre a urgência do instinto e a busca por sentido, o poema nos coloca diante de escolhas, riscos e da aparente ausência de solução. No entanto, em meio à desesperança, surge uma possibilidade transformadora: a certeza de que há um movimento interior capaz de ressignificar o real. Mais do que retratar a insegurança, o poema aponta um caminho — um retorno ao essencial, onde o homem reencontra a Luz, a Vida e o Amor, transcendendo as dualidades e aproximando-se de uma dimensão mais elevada da existência.
No fio da navalha a carne do corpo inteiro e da alma, num rasgo de insegurança. O instinto clama em mantras por um cão de Atenas em cada Capital ou chakra e implora o ritual da busca antes que todos estejamos num tonel, ou com nossas mãos de Cleópatra no mesmo cesto de serpentes, sem solução. Na desesperança é cruel pensar que há uma hora e lugar para cada desafio ou teste mesmo sabendo inconteste que haverá hora e lugar para cada manifestação sublime que emanará do âmago e modificará o real, fazendo enfim, voltar-se o homem como solução, para a Luz a Vida e o Amor, já muito além do bem e do mal.
Declamação
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