LEITURA

O poema “LEITURA” nos conduz a uma reflexão profunda sobre o tempo, a escrita e a própria existência. Mais do que comunicar aos outros, o poeta escreve como quem se lê — atravessando passado, presente e futuro em um gesto quase mágico de autoconhecimento. A palavra torna-se, assim, um portal: não apenas para quem lê, mas sobretudo para quem escreve. Em um exercício íntimo e contínuo, o eu poético mergulha em uma dimensão sensível e espiritual — uma verdadeira exploração acásica — onde identidade e memória se entrelaçam.
Não escrevi ontem para os que leem hoje. Não escrevo hoje para os que lerão amanhã. Mas escrevo como se fosse mágica para ler o que fui o que sou e o que serei, num exercício constante de exploração acásica.
Declamação
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