Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

NOVA ARARA

Ilustração — NOVA ARARA

Este poema foi escrito em homenagem a uma linda arara que existia no antigo Colégio Santa Úrsula – Ribeirão Preto-SP. O poema “NOVA ARARA” nos convida a refletir sobre a essência da liberdade e o desejo profundo de viver em harmonia com a natureza. A figura da arara surge como símbolo de pureza, desprendimento e busca por um mundo mais verdadeiro — longe das amarras, dos julgamentos e das limitações impostas. Em versos simples e delicados, o poema transcende o concreto e nos conduz ao essencial: o voo livre, o calor da vida, o amor e o retorno ao natural. Mais do que falar de uma ave, “NOVA ARARA” fala de nós — de nossa própria vontade de libertação, de pertencimento e de reencontro com aquilo que realmente importa.

Nossa nova arara
quer a liberdade.
Nem mentira,
nem verdade.
Simplesmente a vida
buscando a eternidade.
Nossa arara
quer o infinito.
Nem feio,
nem bonito.
Simplesmente o voar
buscando fugir do cativeiro maldito.
Nossa arara
quer o calor.
Nem sorrir,
nem dor.
Simplesmente quer a ventura
de um mundo com mais amor.
Nossa arara
quer o pantanal.
Nem bom,
nem mau.
Simplesmente a natureza
buscando o natural.

Declamação

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