OLHO DE PERDIZ

O poema “OLHO-DE-PERDIZ” nos conduz por uma reflexão sensível e atual sobre a busca humana por enxergar cada vez mais. Entre lentes, instrumentos e avanços tecnológicos, o eu poético percorre um universo de ampliação da visão exterior — preciso, sofisticado e quase ilimitado. No entanto, ao final, o poema revela um contraste essencial: por mais que a ciência amplie o olhar para o mundo, há uma dimensão que escapa a qualquer tecnologia — a visão interior. É nesse ponto que surge o “olho-de-perdiz”, símbolo de uma percepção mais íntima, profunda e verdadeira. Mais do que exaltar o progresso, “OLHO-DE-PERDIZ” nos convida a refletir sobre o equilíbrio entre ver o mundo e compreender a si mesmo, lembrando que nem tudo o que importa pode ser ampliado por lentes — mas sim sentido pela alma.
Lentes côncavas convexas e de contato. Óculos potentes. Binóculos astronômicos de grau exato. Super filtros de cores. Córneas artificiais e ampliadores. Lunetas e telescópios eletrônicos. Biônicos inventos de mais ver, ficar feliz com a ilusão do exterior... E a visão interior de um olho-de-perdiz.
Declamação
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