PENSEI

O poema “PENSEI” nos conduz a uma reflexão delicada sobre o sentido de existir diante da imensidão da vida. Diante do oceano — símbolo do infinito, da força e do mistério — o eu poético questiona o valor de sua própria entrega, percebendo a pequenez e, ao mesmo tempo, a profundidade do ser. Entre dúvidas e possibilidades, o poema revela que talvez não seja preciso se dissolver no todo para fazer parte dele. Há uma sabedoria silenciosa na escolha de simplesmente viver — leve, livre e presente — como a gaivota que dança no ar. Mais do que uma renúncia, “PENSEI” é um convite à harmonia: estar no mundo sem se perder nele, sentindo a beleza de existir em sintonia com o infinito.
Pensei em dar minha vida ao oceano, mas com tanta onda, tanta água, tanto sol, tanto azul, tanta força e tanto ir e voltar que faria ele da pouca vida que eu poderia dar? Talvez nada, talvez tudo. Talvez mais um Deus do lugar, talvez uma ostra, talvez um siri, talvez uma estrela, talvez um talvez que nem posso imaginar. Então resolvi minha vida não doar e simplesmente viver como a gaivota no ar: sorvendo a liberdade do infinito e sentindo como é bonito harmonizar-se com o mar.
Declamação
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