Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

GAIVOTA

Ilustração — GAIVOTA

O poema “GAIVOTA” nos conduz a uma poderosa metáfora sobre luta, resistência e equilíbrio. Diante do vendaval, a ave representa o ser que insiste, mesmo quando a força do mundo parece maior que suas próprias asas. Entre o embate do vento e o aplauso do mar, a natureza se torna palco de um conflito intenso — mas também de harmonia. Há, no desfecho, uma intervenção sensível que restaura o equilíbrio: cada elemento encontra seu destino, sua medida, sua liberdade. Mais do que narrar uma cena, “GAIVOTA” nos convida a refletir sobre os limites da força, o valor da persistência e a sabedoria que existe em cada ajuste do universo.

Imóvel, na tentativa
de vencer vendaval,
a gaivota bate asas
mas mal consegue voar.
O vento vem para a praia
abatendo tudo que encontra,
ensaia todas as formas
de ao oceano impressionar.
O mar aplaude com ondas
a luta entre ave e ar
os gritos de suas águas
na serra vão ecoar.
Mas luta tão desigual
não agrada ao Criador
que com amor intervém
dando fim ao temporal.
À gaivota dá a ilha
que ela tanto procurou
ao vento a liberdade
que pela força conquistou.

Declamação

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