GAIVOTA

O poema “GAIVOTA” nos conduz a uma poderosa metáfora sobre luta, resistência e equilíbrio. Diante do vendaval, a ave representa o ser que insiste, mesmo quando a força do mundo parece maior que suas próprias asas. Entre o embate do vento e o aplauso do mar, a natureza se torna palco de um conflito intenso — mas também de harmonia. Há, no desfecho, uma intervenção sensível que restaura o equilíbrio: cada elemento encontra seu destino, sua medida, sua liberdade. Mais do que narrar uma cena, “GAIVOTA” nos convida a refletir sobre os limites da força, o valor da persistência e a sabedoria que existe em cada ajuste do universo.
Imóvel, na tentativa de vencer vendaval, a gaivota bate asas mas mal consegue voar. O vento vem para a praia abatendo tudo que encontra, ensaia todas as formas de ao oceano impressionar. O mar aplaude com ondas a luta entre ave e ar os gritos de suas águas na serra vão ecoar. Mas luta tão desigual não agrada ao Criador que com amor intervém dando fim ao temporal. À gaivota dá a ilha que ela tanto procurou ao vento a liberdade que pela força conquistou.
Declamação
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