SANTÍSSIMO

O poema “SANTÍSSIMO” nos conduz a uma profunda experiência de fé, contemplação e humanidade. A partir da simbólica luz da lâmpada do Santíssimo, o eu poético percorre momentos centrais da espiritualidade cristã — do Calvário à ressurreição, de Pentecostes a Emaús — revelando não apenas a grandeza do divino, mas também a fragilidade humana diante do sagrado. Entre a inveja de quem testemunhou mais de perto o milagre e a ausência sentida na espera da Luz, o poema traduz o anseio de proximidade com Deus. Ainda assim, ao final, permanece a condição humana: seguir adiante, carregando a própria cruz. Mais do que um relato espiritual, “SANTÍSSIMO” é um convite à reflexão sobre fé, presença e caminhada interior.
A lâmpada do Santíssimo recebeu-nos no Domingo e um pingo de inveja tocou-me ao pensar em Madalena. A cena do Cristo redivivo após morte no Calvário, deve ter sido tão forte que sorte alguma a supera. A espera de dois dias sem a presença da Luz foi como não ter a alma e a calma que a Paz conduz. Foi incômodo inefável mesmo estando Ele vivo, foi sentir-se um cordeiro sem o pastor que o guie. A lâmpada do Santíssimo conduziu-me a Pentecostes, a Luz Que Nunca Se Apaga transportou-me a Emaús... Mas continuo um homem carregando a própria cruz.
Declamação
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