Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Estrelas no Mar

Poema

PENA

Ilustração — PENA

PENA nasceu de um balanço silencioso da vida. É um pensar sobre tudo o que não fiz, tudo o que não fui, mas que poderia ter sido e vivido. O poema se constrói nesse espaço entre o possível e o perdido, quando já não há mais tempo para refazer caminhos. Resta apenas a pena da caneta entre os dedos e um papel em branco à frente — sem palavras, sem versos. PENA é esse duplo sentido: a escrita que falta e o sentimento que sobra.

Que pena...
Não ser jovem.
Que pena...
Não ter saúde.

Que pena...
Não ter dinheiro.
Que pena...
Não ser feliz.

E com a pena...
E o tinteiro.
Ficar sonhando...
O que não fiz.
Apenas.

Que pena não ser jovem...
Que pena não ter saúde...
Que pena não ter dinheiro.
Ah, que pena não ser feliz.

E com a pena...
E o tinteiro.
Ficar sonhando...
O que não fiz.
Apenas.

Ficar sonhando o que não fiz...
Apenas.
Que pena...

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.