PENA

PENA nasceu de um balanço silencioso da vida. É um pensar sobre tudo o que não fiz, tudo o que não fui, mas que poderia ter sido e vivido. O poema se constrói nesse espaço entre o possível e o perdido, quando já não há mais tempo para refazer caminhos. Resta apenas a pena da caneta entre os dedos e um papel em branco à frente — sem palavras, sem versos. PENA é esse duplo sentido: a escrita que falta e o sentimento que sobra.
Que pena... Não ser jovem. Que pena... Não ter saúde. Que pena... Não ter dinheiro. Que pena... Não ser feliz. E com a pena... E o tinteiro. Ficar sonhando... O que não fiz. Apenas. Que pena não ser jovem... Que pena não ter saúde... Que pena não ter dinheiro. Ah, que pena não ser feliz. E com a pena... E o tinteiro. Ficar sonhando... O que não fiz. Apenas. Ficar sonhando o que não fiz... Apenas. Que pena...
Declamação
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