VIGÍLIA

VIGÍLIA nasceu em um quarto simples de convento. Após um dia intenso de curso religioso, fiquei sozinho na madrugada de uma pequena cidade, em silêncio e espera. Do lado de fora, o ladrar dos cães cortava a noite, enquanto eu permanecia desperto, aguardando o amanhecer. O poema é essa suspensão do tempo, esse diálogo entre solidão, escuta e fé, quando a vigília se torna espaço de reflexão profunda e de encontro interior.
Ladram os cães na madrugada, mas a caravana dos meus sonos... Nem chega, nem passa. A caravana dos meus sonos nem chega, nem passa. Unicamente os cães ladram... Na somente, tristemente, minha madrugada. Sem sonos... Sem sinos... Sem sonhos. Ladram os cães na madrugada, mas a caravana dos meus sonos... Nem chega, nem passa. E sem esperança... De poder despertar... Desse nada. Desse nada. Unicamente os cães ladram... Na somente, tristemente, minha madrugada. Sem sonos, sem sinos, sem sonhos. Sem esperança de despertar... Desse nada.
Declamação
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