Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Estrelas no Mar

Poema

TEMPESTADE

Ilustração — TEMPESTADE

Este poema nasceu numa manhã de férias em Mongaguá. Fui à praia em pleno temporal, e de repente tudo se tornou ameaçador: o vento, o céu pesado, as ondas turbulentas… Era como se a própria natureza chorasse, revelando sua tristeza antiga. Mas o temporal passou — como todos passam. E, quando o sol voltou, vi o mar recuperar sua poesia: o movimento eterno, a luz dançando na água, a beleza renascida depois das lágrimas do céu. Foi dessa transformação — do medo à serenidade, da sombra à luz — que nasceu o poema. Uma lembrança de que até a natureza chora… e que sempre volta a sorrir.

Como é triste e medonho
o pranto do litoral!
Chora a criança sem praia
e o adulto sem sol.

O vento sul assovia
e envia rajadas constantes!
Parecendo por instantes
que o mundo vai acabar!

O mar explode em ressaca!
E saca sua força de abismos.
Água e ar se compõem
como se a tragar a terra!

É cena com luz e som,
é mostra a impressionar...
Um filme que se repete
nos verões do litoral.

Mas mal o choro termina...
e tudo volta ao normal.
O céu enxuga os seus olhos
e distribui conchinhas o mar.

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.