AMENDOIM

No poema “Amendoim”, o cotidiano transforma-se em metáfora da própria existência. Entre aparências e contradições — doce e sal, belo e feio, sonho e realidade — o poeta revela a natureza dual da vida humana. Cada verso expõe o jogo de opostos que nos constitui, lembrando que aquilo que parece inteiro pode ser apenas metade, e que a verdade se esconde nas ambiguidades. Ao final, a “Rua do Amendoim” – que realmente existe em Belo Horizonte - surge como símbolo do caminho pessoal de cada um: uma estrada de paradoxos onde caminhamos entre o que somos, o que parecemos e o que nos tornamos.
Parece inteira e é meia. Parece boa e é ruim. Parece sonho e é real. Parece bela e é feia. Parece início e é fim. Parece açúcar e é sal. Parece Yang e é Yin. Parece que minha vida é a Rua do Amendoim.
Declamação
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