Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

AMENDOIM

Ilustração — AMENDOIM

No poema “Amendoim”, o cotidiano transforma-se em metáfora da própria existência. Entre aparências e contradições — doce e sal, belo e feio, sonho e realidade — o poeta revela a natureza dual da vida humana. Cada verso expõe o jogo de opostos que nos constitui, lembrando que aquilo que parece inteiro pode ser apenas metade, e que a verdade se esconde nas ambiguidades. Ao final, a “Rua do Amendoim” – que realmente existe em Belo Horizonte - surge como símbolo do caminho pessoal de cada um: uma estrada de paradoxos onde caminhamos entre o que somos, o que parecemos e o que nos tornamos.

Parece inteira e é meia.
Parece boa e é ruim.
Parece sonho e é real.
Parece bela e é feia.
Parece início e é fim.
Parece açúcar e é sal.
Parece Yang e é Yin.
Parece que minha vida
é a Rua do Amendoim.

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