Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

ASISMO

Ilustração — ASISMO

No poema “Asismo”, a palavra transforma-se em denúncia e clamor ético. Com imagens fortes e simbólicas, o poeta revela as marcas invisíveis que a sociedade insiste em gravar nos corpos e identidades dos que são considerados diferentes. A obra questiona o preconceito, a exclusão e a violência histórica contra povos e indivíduos, invertendo o olhar: se há marca a ser feita, que recaia sobre quem discrimina. “Asismo” é um grito poético contra toda forma de segregação e um apelo por fraternidade, dignidade e reconhecimento humano.

Um A
nas nádegas dos aidéticos.
Um C nas dos cancerosos.
O N nas dos negros
I nas dos indígenas brasileiros.
O Z do Zorro nas dos marginais
e tradicionais estrelas,
com jotas, em todos os judeus.
Meu Deus !!!
Pai!
A todo o que discrimina um irmão,
marque-o como a Caim,
mas com o signo da Besta,
na testa !!!

Declamação

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