CONTRAMATRIZ

O poema CONTRAMATRIZ é um mergulho contemplativo na origem do ser. Em poucos versos, respiração e transcendência se confundem, como se cada “aspirar” e “expirar” fosse um movimento entre dois mundos — o visível e o invisível. A busca pela “contramatriz” revela um anseio de retorno ao ponto primeiro, ao Mistério que antecede a forma e o tempo. Há no poema uma dimensão cósmica e espiritual: somos aprendizes que deixaram um Espaço Maior para experimentar a matéria, mas que nunca deixam de sentir o chamado de volta. CONTRAMATRIZ é silêncio respirado, é filosofia condensada em fôlego, é o ser humano tentando lembrar de onde veio enquanto aprende a ocupar o mundo.
Aspiro fundo. Expiro lentamente. E por um Mistério Profundo busco meu pedaço, a contramatriz, no Espaço Maior que deixei como aprendiz para ocupar este mundo... Aspiro lentamente e expiro fundo.
Declamação
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