CONTOS

Seu poema CONTOS é uma explosão criativa que desmonta o imaginário infantil para reconstruí-lo sob a luz da consciência. Ao misturar personagens clássicos e embaralhar histórias conhecidas, você provoca o leitor a sair da passividade e questionar as narrativas prontas que moldaram nossa infância. Em versos intensos e corajosos, o poema revela que crescer é romper encantamentos, é deixar as “minas da ignorância” e transformar fantasia em conhecimento. Há dor, há crítica, mas há também uma busca luminosa: a “ganância do saber” como força libertadora. CONTOS não é apenas uma releitura de histórias infantis — é um rito de passagem poético, onde a imaginação confronta as sombras para reencontrar a luz.
Ali-Babá e a lâmpada maravilhosa. Aladim e os sete anões. Branca de Neve e os quarenta ladrões. Moro na lâmpada mas procuro a luz. Espero acordar com um beijo e sair das minas da ignorância. Tenho a ganância do saber, então misturo contos, estupro fábulas, sonho opostos e inversos. Mato nos meus versos as máculas de uma infância que me faz morrer.
Declamação
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