Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

DANÇA DE CORES

Ilustração — DANÇA DE CORES

O poema DANÇA DE CORES é celebração, memória e identidade em movimento. Os lençóis que “tomaram vida” transformam-se em símbolos vivos de união, criatividade e pertencimento. A quadra deixa de ser apenas espaço físico e torna-se palco de missão, arte e emoção coletiva. Ao som de Morricone, corpo e tecido dialogam, escondem e revelam, como se cada gesto escrevesse no ar versos invisíveis. O verde, o amarelo, o azul e o branco não são apenas cores — são sentimentos compartilhados, são bandeiras interiores hasteadas no coração. DANÇA DE CORES é espetáculo que transcende o evento: é a prova de que quando a arte encontra propósito, até o sol da manhã aprende a brilhar diferente.

Lençóis tomaram vida
nas quadras do Anchieta,
escreveram na gincana
versos com nossas cores.
Ao som de Morricone
souberam cumprir missão
a que se propuseram
com dança de esplendores.
O ritmo seduziu corpos.
Panos esconderam, mostraram.
O pálido sol da manhã
refletiu mais que calores.
E o pendão hasteado
esparziu verde,
riu lágrimas amarelas,
repartiu azul com céu.
A paz do branco
a todos vestiu de amores.

Declamação

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