FLOR DA PELE

O poema FLOR DA PELE é intensidade emocional em estado puro. Ele revela o amor que transborda apesar das tentativas de contenção, como perfume inevitável que denuncia o sentimento escondido. Há uma luta delicada entre razão e impulso, entre o desejo de não se expor e a chama que insiste em arder. O olhar que escapa, o gesto simples que acende o coração, o fogo do êxtase — tudo compõe essa dança íntima entre verdade e ilusão. Ao declarar-se “pedagogo da ilusão”, o eu lírico reconhece sua própria consciência afetiva, como quem ensina a si mesmo os limites do sentir, mesmo quando o sentir vence. FLOR DA PELE é paixão contida e revelada ao mesmo tempo — é o instante em que a emoção supera o silêncio e floresce.
Meus nervos à flor da pele não permitem esconder o amor que sempre me impele ao teu chamar responder. É uma busca sem fim de não querer me expor mas um olhar sai de mim como o perfume da flor. E o êxtase deste jogo faz-me queimar como fogo no auge da excitação. No aceno simples de mão engano meu coração: Sou da ilusão pedagogo.
Declamação