PRETENSÃO

No poema PRETENSÃO, coloco-me aos pés do Mestre dos Mestres — não em uma sala de aula tradicional, mas na escola do mundo. Ali não há giz, cadernetas ou métodos. Há campos, ramos, pássaros e, sobretudo, amor. Diante do ensinamento silencioso do Cristo, percebo a limitação das minhas próprias estratégias pedagógicas. A verdadeira lição não se dita: vive-se. Não se planeja: entrega-se. Não se impõe: inspira-se. PRETENSÃO é um ato de humildade docente — a confissão de que, diante do Amor que educa pelo exemplo, toda técnica é pequena e toda vaidade se dissolve. É o reconhecimento de que ensinar talvez seja, antes de tudo, aprender.
Ali estava eu aos pés do Mestre dos Mestres, pregado na cruz do século vinte. Espectador atento e simples aprendiz não vi giz, nem notas, nem planejamentos, somente momentos de amor, carinho e dedicação. Não vi cadernetas, nem lição. As papeletas e livros didáticos não tinham espaço de utilização e nenhum passo ditado por métodos. As carteiras e compassos eram campos e ramos. O sinal era o cantar dos pássaros, e a escola, o mundo. E um profundo sentimento de impotência assumiu ao vazio das ações da minha pobre docência alimentada por pretensões.
Declamação
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