ORICALCO

No poema ORICALCO, a imaginação substitui o telescópio. Não é preciso instrumento para alcançar o infinito quando a mente cria universos e a alma os habita. Entre astros vermelhos, corpos brancos e buracos negros, o poeta dissolve-se na vastidão — estrela incrustada no nada, parte de constelação ainda não nomeada. Diamantes flutuam em nuvens cósmicas, espectros piramidais desenham o palco do infinito, e a Via Láctea deixa de ser simples mapa celeste para tornar-se metáfora da própria consciência. ORICALCO é viagem interior travestida de astronomia: um mergulho na grandiosidade do tudo e na pequenez luminosa do eu — descobrindo que talvez sejamos feitos da mesma matéria rara dos sonhos e das estrelas.
Parto para o escambo, do telescópio que me falta, pela criação mental de um universo que exalta a alma e é gratuita. Fortuita chega a visão do tudo a sensação de ser uma estrela e estar incrustado no nada de constelação nunca vista. Pista de astros vermelhos, corpos brancos e buracos negros envoltos em nuvens de diamantes. Atlantes reflexos no infinito palco com espectros piramidais. E eu que pensei em meus ais que a Via Láctea só tivesse estrelas em nuvens de oricalco.
Declamação
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