Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Mosaico

Poema

ORICALCO

Ilustração — ORICALCO

No poema ORICALCO, a imaginação substitui o telescópio. Não é preciso instrumento para alcançar o infinito quando a mente cria universos e a alma os habita. Entre astros vermelhos, corpos brancos e buracos negros, o poeta dissolve-se na vastidão — estrela incrustada no nada, parte de constelação ainda não nomeada. Diamantes flutuam em nuvens cósmicas, espectros piramidais desenham o palco do infinito, e a Via Láctea deixa de ser simples mapa celeste para tornar-se metáfora da própria consciência. ORICALCO é viagem interior travestida de astronomia: um mergulho na grandiosidade do tudo e na pequenez luminosa do eu — descobrindo que talvez sejamos feitos da mesma matéria rara dos sonhos e das estrelas.

Parto para o escambo,
do telescópio que me falta,
pela criação mental de um universo
que exalta a alma
e é gratuita.
Fortuita
chega a visão do tudo
a sensação de ser uma estrela
e estar incrustado no nada
de constelação nunca vista.
Pista de astros vermelhos,
corpos brancos
e buracos negros
envoltos em nuvens de diamantes.
Atlantes reflexos no infinito palco
com espectros piramidais.
E eu que pensei em meus ais
que a Via Láctea só tivesse estrelas
em nuvens de oricalco.

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.