ÂNGULOS

No poema “Ângulos”, o poeta transforma a linguagem da geometria em metáfora da própria existência humana. Entre ângulos agudos, obtusos e adjacentes, surgem sentimentos, conflitos e inquietações de quem observa a vida como uma grande aula ainda incompreendida. Com sensibilidade e inteligência poética, o autor mistura matemática e emoção, fazendo da bissetriz a protagonista de um palco onde razão e alma tentam encontrar equilíbrio.
Ângulos consecutivos, Ativos. Ângulos congruentes, Opostos, passivos. Ângulos agudos, obtusos, Intrusos, confusos. Ângulos adjacentes, Adolescentes, Carentes. Vértices e lados comuns, Alguns com, Outros sem um ponto interno, Inferno vazio é a ideia. A aula vai terminar, O Professor tem pressa. Só a bissetriz é atriz no palco, E eu, na plateia, Busco entender a peça.
Declamação
Vídeo