AMOR, ONDE ESTÁS?

“AMOR, ONDE ESTÁS?” é um poema que transforma a busca pelo amor em uma profunda reflexão sobre o vazio, a esperança e a humanidade dos nossos tempos. Entre perguntas lançadas ao infinito e o desejo de reencontrar a bondade perdida, os versos percorrem sentimentos de solidão, tristeza e esperança, lembrando que o amor talvez seja a maior necessidade do ser humano. Uma poesia sensível e existencial, escrita para todos aqueles que ainda acreditam que o amor pode salvar o mundo.
Amor, onde estás que não te vejo? Só sei que não estavas nos mil beijos Que ganhei da minha amada. Amor, onde estás que não te sinto? Será que vives num labirinto, Num abismo enclausurado? Amor, onde estás que não te escuto? Será que pra ver-te, ser astuto É uma das condições? Ou será que, porque és pureza, Te escondes e me dás tanta tristeza, Machucas meu coração? Amor, onde estás neste infinito? Aparece, sem ti nada é bonito, É tudo desilusão. Amor, volta ao mundo, traz beleza, Faz os homens verem a natureza, Esquecerem a ingratidão. Amor, onde tens tua moradia? Será que aqui já não viverias Melhor do que onde estás? Amor, vem ao mundo, evita o caos, Põe bondade no coração dos maus E da Terra não sairás. Viveremos felizes... alegria! Pois todos gostamos da fantasia, Todos queremos amor! O que falta, porém, é encontrar-te. Onde, amor, neste momento, achar-te No meio de tanta dor? No âmago de tamanha pobreza, De miséria e indelicadeza, Nunca o amor jamais vi. Por isso, vem, amor, és esperança, Neste Universo que já se cansa De esperar-te... crer em ti.
Declamação
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