Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

ALELUIA

Ilustração — ALELUIA

O poema “ALELUIA” nos conduz a uma experiência sensível onde o cotidiano e o sagrado se entrelaçam com delicadeza. A figura do bem-te-vi, atento e presente, torna-se testemunha silenciosa dos movimentos do eu poético — suas memórias, saudades e contemplações. Entre a natureza e o tempo litúrgico, o poema percorre a Sexta-feira e a Páscoa, revelando não apenas a espera e a ausência, mas também a descoberta interior de uma fé viva. O que o olhar externo não alcança, o coração revela: a presença do Cristo que permanece. Mais do que um registro de momentos, “ALELUIA” é um cântico de esperança — a certeza de que, mesmo nas ausências e incertezas, a vida se renova e o divino permanece vivo dentro de nós.

O bem-te-vi
bem me viu
na manhã da sexta-feira
em um jardim de Semíramis
que na quinta me acolheu.
O bem-te-vi
bem me viu
com saudade da família
ansioso pelo retorno
pós Páscoa que não ocorreu.
O bem-te-vi
bem me viu
compondo estes poucos versos
apreciando a natureza
que Deus em Cotia escreveu.
O bem-te-vi
só não viu
o meu coração envolvido
pela aura do Cristo vivo
que, Aleluia!!!
Não morreu.

Declamação

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