DEZ ANOS

O poema “DEZ ANOS” nos conduz a uma reflexão profunda sobre o tempo dedicado, os sonhos cultivados e os sacrifícios silenciosos de uma vida entregue à educação. Ao evocar figuras como Jacó e Dom Quixote, o eu poético revela a dualidade entre dever e idealismo — entre servir e sonhar — muitas vezes à custa da própria felicidade. Ao longo dos versos, emerge a imagem de um educador que, em sua entrega total, vê a própria vida escorrer entre responsabilidades, frustrações e a ausência de reconhecimento. O espelho torna-se símbolo desse confronto interior: quem se vê já não é apenas o sonhador, mas também alguém marcado pelo peso do tempo. Mais do que um balanço de uma década, “DEZ ANOS” é um testemunho sensível sobre a condição de quem dedica a vida ao outro — e, ao final, se pergunta o que restou para si. Um poema que toca, questiona e convida à reflexão sobre propósito, valor e existência.
Dez anos, qual Jacó Labão servindo, pressinto que nem Lia e nem Raquel desposarei, serei um educador sem alegria que pensando educação esqueceu vida. Dez anos, de Sancho Pança ou Quixote, vendo em moinhos gigantes a enfrentar verei mais um sonhador em agonia a ter no espelho minha imagem refletida. Dez anos, qual ninguém a alguém servindo, sinto esmorecer energia e que respeito jamais receberei, chorarei um professor que Servia em tempo integral à escola com amor assumida. Dez anos. Dez amigos. Dez encantos. Dez moedas e uma vida tão curta para tanta decepção na despedida.
Declamação
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