COMBATE REAL

O poema “COMBATE REAL” nos conduz a uma narrativa simbólica onde guerra e ideal se entrelaçam em um mesmo cenário. Sob o brilho das estrelas e entre armas e bandeiras, o texto evoca não apenas um confronto material, mas, sobretudo, uma batalha interior e espiritual — aquela que se trava em nome de valores maiores. A atmosfera construída é intensa e ritualística: sons, cores e movimentos compõem um quadro que remete à disciplina, à união e ao propósito. Os “guerreiros da Arte Real” não lutam apenas por vitória, mas pela construção de um caminho orientado por princípios elevados. Mais do que um relato de combate, “COMBATE REAL” é um convite à reflexão sobre os verdadeiros embates da vida: aqueles que exigem coragem, consciência e fidelidade a ideais como liberdade, igualdade e fraternidade — valores que, mais do que desejados, precisam ser continuamente conquistados.
Era uma vez, no Hermon. Estrelas cintilavam iluminando espadas e alfanges. Os canhões a postos aguardavam amarela pólvora prontos a fazerem fogo, um bom fogo, o mais vivo dos fogos. As picaretas misturavam o verde e o vermelho à areia branca nos jogos de demolir materiais. Bandeiras tremulavam ativas ao som de baterias e tríplices vivas de oficiais e aprendizes. Por sete vezes uma leve brisa percorreu e fez vibrar o espaço dos guerreiros da Arte Real, e apertou-se o laço, o nó. Só restava buscar o Oriente realinhados os ideais, combatendo bons combates pela liberdade, igualdade e fraternidade que se almeja. Assim foi... E que sempre seja.
Declamação
Vídeo