ECOS DE FRANCISCO

O poema “ECOS DE FRANCISCO” nos conduz a uma experiência sensível e espiritual que atravessa toda a criação. Em uma sequência harmoniosa de imagens — animais, plantas, elementos e sentimentos — o texto revela a profunda conexão entre o ser humano e a natureza, como um reflexo do sagrado presente em tudo. Inspirado pela essência de São Francisco, o poema convida a perceber o mundo com outros sentidos: olhar, tocar, iluminar e lavar tornam-se gestos de contemplação e encontro. Cada elemento, do simples ao grandioso, participa de uma mesma sinfonia cósmica, onde vida e espiritualidade se entrelaçam. Mais do que descrever a natureza, “ECOS DE FRANCISCO” é um chamado à consciência e à sensibilidade — um convite a reconhecer, em cada detalhe do mundo, a presença do divino que se manifesta silenciosamente em todas as coisas.
Olhar do gato e do cão. Tocar do manacá e da roseira. Iluminar do fogo e sol. Lavar do batismo e mar. Olhar da gazela e do leão. Tocar do mal-me-quer e bananeira. Iluminar da estrela e do farol. Lavar do grande rio e do luar. Olhar da pomba e gavião. Tocar da hortência e da mangueira. Iluminar do nu da alma e branco do lençol. Lavar da chuva e do chorar. Olhar, tocar, lavar e se iluminar. Sentir no rosto o vendaval que embala da tempestade ao cisco. Vislumbrar a todo momento, no Cósmico, o São Francisco.
Declamação