NATAL VERMELHO

O poema “NATAL VERMELHO” nos conduz por uma reflexão profunda sobre o tempo, a história e o verdadeiro significado do Natal. Ao percorrer diferentes cenários — de Belém ao Kremlin, da Terra ao Universo —, o texto transcende datas e ideologias, revelando que o espírito natalino vai além de acontecimentos históricos ou sistemas humanos. Mais do que um marco religioso ou político, o Natal surge aqui como uma condição permanente da existência: a possibilidade contínua de paz, renovação e altruísmo. Em contraste, o poema também nos provoca ao expor a limitação humana, que reduz o eterno a uma simples celebração no calendário. “NATAL VERMELHO” é, assim, um convite à consciência: perceber que o verdadeiro Natal não está preso ao tempo, mas vive em cada gesto de humanidade, em cada instante de luz que atravessa o mundo.
Foi Natal ontem. Em Belém a Bandeira do Menino foi hasteada aos quatro cantos da Terra iniciando o Cristianismo. É Natal hoje. No Kremlin a Bandeira Vermelha é arriada aos quatro cantos do vídeo findando o Comunismo. É Natal sempre. No Universo a Bandeira da Paz é visível aos quatro cantos do Cósmico eternizando o Altruismo. Foi Natal ontem, é hoje e sempre eternas primavera sem setembro. Só o homem na sua ignorância e por conveniência o comemora em dezembro.
Declamação
Vídeo