Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

NATAL VERMELHO

Ilustração — NATAL VERMELHO

O poema “NATAL VERMELHO” nos conduz por uma reflexão profunda sobre o tempo, a história e o verdadeiro significado do Natal. Ao percorrer diferentes cenários — de Belém ao Kremlin, da Terra ao Universo —, o texto transcende datas e ideologias, revelando que o espírito natalino vai além de acontecimentos históricos ou sistemas humanos. Mais do que um marco religioso ou político, o Natal surge aqui como uma condição permanente da existência: a possibilidade contínua de paz, renovação e altruísmo. Em contraste, o poema também nos provoca ao expor a limitação humana, que reduz o eterno a uma simples celebração no calendário. “NATAL VERMELHO” é, assim, um convite à consciência: perceber que o verdadeiro Natal não está preso ao tempo, mas vive em cada gesto de humanidade, em cada instante de luz que atravessa o mundo.

Foi Natal ontem.
Em Belém
a Bandeira do Menino
foi hasteada aos quatro cantos da Terra
iniciando o Cristianismo.
É Natal hoje.
No Kremlin
a Bandeira Vermelha
é arriada aos quatro cantos do vídeo
findando o Comunismo.
É Natal sempre.
No Universo
a Bandeira da Paz
é visível aos quatro cantos do Cósmico
eternizando o Altruismo.
Foi Natal ontem, é hoje e sempre
eternas primavera sem setembro.
Só o homem na sua ignorância
e por conveniência
o comemora em dezembro.

Declamação

Vídeo

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