Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

SINFONIA

Ilustração — SINFONIA

O poema “SINFONIA” nos conduz por uma viagem sensorial e espiritual onde a respiração se transforma em arte. A cada verso, o eu poético inspira e expira não apenas o ar, mas também música, emoção e existência — transitando entre o erudito e o popular, o humano e o divino. De Mozart a Gonzaga, do suor ao êxtase, o poema revela a vida como uma grande composição, feita de contrastes, intensidades e harmonias. Cada estado — consciente ou não, poético ou infernal — contribui para essa sinfonia cósmica que ecoa dentro do ser. Mais do que um jogo de palavras, “SINFONIA” é uma celebração da própria condição humana: respirar, sentir e transformar tudo em música — até alcançar a alegria plena da iluminação.

Fotossinteticamente
aspiro Mozart,
expiro amor
e fico, cor
da felicidade.
Inconscientemente
aspiro Bizet,
expiro Borodin
e faço enfim
Cósmica sinfonia.
Poeticamente
aspiro sol,
expiro suor
e fico ao redor
de meu abismo mais profundo.
Infernalmente
aspiro Berlioz,
expiro a Rusticana
e faço desumana
busca do êxtase.
Regateiramente
aspiro chope,
expiro cana
e ao soar de gonzaguiana
ilumino meu astral.
Divinamente
aspiro vibrações,
expiro harmonia
e sou a alegria
incontida da Iluminação.

Declamação

Vídeo

Entre para reagir.

Comentários (0)

Entre ou crie sua conta para comentar.

Seja o primeiro a comentar.