SINFONIA

O poema “SINFONIA” nos conduz por uma viagem sensorial e espiritual onde a respiração se transforma em arte. A cada verso, o eu poético inspira e expira não apenas o ar, mas também música, emoção e existência — transitando entre o erudito e o popular, o humano e o divino. De Mozart a Gonzaga, do suor ao êxtase, o poema revela a vida como uma grande composição, feita de contrastes, intensidades e harmonias. Cada estado — consciente ou não, poético ou infernal — contribui para essa sinfonia cósmica que ecoa dentro do ser. Mais do que um jogo de palavras, “SINFONIA” é uma celebração da própria condição humana: respirar, sentir e transformar tudo em música — até alcançar a alegria plena da iluminação.
Fotossinteticamente aspiro Mozart, expiro amor e fico, cor da felicidade. Inconscientemente aspiro Bizet, expiro Borodin e faço enfim Cósmica sinfonia. Poeticamente aspiro sol, expiro suor e fico ao redor de meu abismo mais profundo. Infernalmente aspiro Berlioz, expiro a Rusticana e faço desumana busca do êxtase. Regateiramente aspiro chope, expiro cana e ao soar de gonzaguiana ilumino meu astral. Divinamente aspiro vibrações, expiro harmonia e sou a alegria incontida da Iluminação.
Declamação
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