Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

MALHETE

Ilustração — MALHETE

O poema “MALHETE” nos conduz a uma atmosfera de profunda simbologia e elevação espiritual, onde cada palavra ecoa valores universais como liberdade, igualdade e fraternidade. Inspirado por elementos tradicionais e iniciáticos, o texto revela o malhete não apenas como instrumento, mas como símbolo de construção interior e transformação do ser. Entre referências que atravessam o sagrado e o humano — de Tubalcain a Salomão — o poema evoca a jornada do aprendizado, na qual o indivíduo lapida a si mesmo, eliminando as asperezas da ignorância e buscando a luz da sabedoria. Há, em cada verso, um chamado à disciplina, ao silêncio e ao respeito, fundamentos de toda verdadeira evolução. Mais do que uma composição poética, “MALHETE” é um convite à edificação interior — um caminho de união, consciência e transcendência, onde cada ser se torna, pouco a pouco, construtor de sua própria obra.

Liberdade, igualdade, fraternidade
O soar do Tau transcendente
Vibrante sobre batente do altar
Vai do Oriente ao Ocidente
Anunciar sentimentos nobres
Força de vontade.
Liberdade, igualdade, fraternidade
Respeito, silencio.
Das mãos de Tubalcain
O traço de união se infunde no peito
Em espíritos e nas almas
Eliminando asperezas da ignorância.
Liberdade, igualdade, fraternidade
Respeito, silencio, luz
Sabedoria, beleza, autoridade
Sinto o cheiro de carvalho
Do orvalho das planícies do Jordão.
Nada perturba magnitude da obra.
Sobra grandeza oculta
Na linguagem culta do malhete
Unindo luzes e irmãos.
É Salomão nas mãos de Deus, enfim
Forjando pequenos aprendizes
Nobres companheiros
Perfeitos Mestres
Adonai Eloim.

Declamação

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