MALHETE

O poema “MALHETE” nos conduz a uma atmosfera de profunda simbologia e elevação espiritual, onde cada palavra ecoa valores universais como liberdade, igualdade e fraternidade. Inspirado por elementos tradicionais e iniciáticos, o texto revela o malhete não apenas como instrumento, mas como símbolo de construção interior e transformação do ser. Entre referências que atravessam o sagrado e o humano — de Tubalcain a Salomão — o poema evoca a jornada do aprendizado, na qual o indivíduo lapida a si mesmo, eliminando as asperezas da ignorância e buscando a luz da sabedoria. Há, em cada verso, um chamado à disciplina, ao silêncio e ao respeito, fundamentos de toda verdadeira evolução. Mais do que uma composição poética, “MALHETE” é um convite à edificação interior — um caminho de união, consciência e transcendência, onde cada ser se torna, pouco a pouco, construtor de sua própria obra.
Liberdade, igualdade, fraternidade O soar do Tau transcendente Vibrante sobre batente do altar Vai do Oriente ao Ocidente Anunciar sentimentos nobres Força de vontade. Liberdade, igualdade, fraternidade Respeito, silencio. Das mãos de Tubalcain O traço de união se infunde no peito Em espíritos e nas almas Eliminando asperezas da ignorância. Liberdade, igualdade, fraternidade Respeito, silencio, luz Sabedoria, beleza, autoridade Sinto o cheiro de carvalho Do orvalho das planícies do Jordão. Nada perturba magnitude da obra. Sobra grandeza oculta Na linguagem culta do malhete Unindo luzes e irmãos. É Salomão nas mãos de Deus, enfim Forjando pequenos aprendizes Nobres companheiros Perfeitos Mestres Adonai Eloim.
Declamação
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