Antonio Carlos TórtoroACTORTOROO universo poético de Antonio Carlos Tórtoro

Edelweiss

Poema

PERDA E POSSE

Ilustração — PERDA E POSSE

O poema “PERDA E POSSE” nos conduz a uma profunda experiência de transformação, marcada por símbolos, rituais e sentimentos que atravessam a juventude e a construção do ser. Entre despedidas e novos começos, o eu poético revela a intensidade de um momento iniciático, onde deixar de ser algo é condição para tornar-se outro. Ao evocar tradições, valores e a busca pela perfeição, o texto expõe a dualidade entre emoção e responsabilidade, entusiasmo e consciência. Há beleza no ritual, mas também a dor da mudança — elemento necessário para o crescimento interior. Mais do que narrar uma cerimônia, “PERDA E POSSE” é um convite à reflexão sobre legado, liderança e continuidade. Ao final, permanece a esperança: a certeza de que os ideais vividos não se perdem, mas renascem nas novas gerações.

Sob manto do pelicano,
penetrei como sexto filho
já irmão não sendo mais.
E no átrio em mosaico
esperei,
o que sei
não serei jamais.
Foi forte a emoção de estar no grupo
a que Templário Cavaleiro deu seu nome
e ouvir tantos augúrios e desejos
na busca da perfeição e do saber.
Chorei.
porque sei
não ser tão fácil a paz.
Foi lindo o ritual de perda e posse
não fosse a tristeza dos que vão.
Em vão os incentivos dos que ficam
em busca de maior elevação.
Admirei,
pois sei
o jovem acredita no que faz.
E sob encanto do momento
de sete velas e virtudes ideais,
deixo à juventude o desafio
de conscientes lideranças construírem.
E De Molay,
como sei
continuará vivo uma vez mais.

Declamação

Vídeo

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